Reminiscências | Relato projeto “Criançar” (Setembro)
51409
post-template-default,single,single-post,postid-51409,single-format-standard,ajax_fade,page_not_loaded,,select-theme-ver-2.1,smooth_scroll,big_grid,wpb-js-composer js-comp-ver-5.0.1,vc_responsive
 

Relato projeto “Criançar” (Setembro)

Relato projeto “Criançar” (Setembro)

(Esse relato é uma continuação do post anterior para entender o processo caso você não tenha visto a publicação anterior volte um post.)

O projeto “Criançar” desde de sua gênese, mesmo antes de ter este nome, teve um desejo  em que nós, como fazedores de teatro, pretendíamos perscrutar terrenos ainda não visitados pelo grupo.

Além de que, no meio do processo fomos inundados e encharcados pela pandemia, que tornou os terrenos da criatividade extremante inférteis. Talvez manter os trabalhos de criação da peça ativos neste período, foi o maior dos obstáculos até este momento.

Mas como nem uma tempestade dura para sempre, o mês de Setembro que sempre carrega consigo os primeiros ares de verão junto com a primavera com as flores que traz em seus bolsos e as distribui enquanto passa, tal qual tivemos o vislumbre mudança do caos para uma  certa normalidade, com uma segunda vinda do Pepe Sedrez para um trabalho presencial.

Tal qual os ares de novidade, surgiram novos desafios, pois já entramos na reta final do processo de montagem do espetáculo.  Rompemos a ideia de nos limitar a não usar palavras, solicitamos uma assessoria de Dramaturgia feita por Gregory Hertel, passamos a usar algumas frases pontuais, isso desencadeou o desejo de nos comunicar de outras formas. Então Mara Heberle que nos orienta a respeito da acessibilidade, sugeriu a utilização de libras em cena juntamente com as frases ditas oralmente, ficamos fascinados com a ideia, colocando mais uma camada de desafios.

O figurino e cenário criados por Fernanda e Jorge Zamoner, começou a ter contornos e materialidades, e cada objeto, cada elemento vai compondo a cena e a modificando de maneira sutil, passa a ter intimidade com tais elementos, redefinir os limites e possibilidades das espacialidade e se adequar a eles, o velho dilema entre o ideal e o limite orçamentário nos impõem, sobre quantidade tipo e qualidade dos materiais usados para a confecção, e entre inúmeros por menores que só se descobre durante o processo.

Sem falar na iluminação, que com muita expertise, Pepe Sedrez além da direção assume o desenho da iluminação, extrai o máximo de beleza dos equipamentos que dispomos.

E por fim a trilha sonora, lindamente composta pelos integrantes do Grupo Cirandela de Criciúma, Priscila e Bruno, acrescentado mais uma camada ao trabalho, pois a trilha é quase que constante durante a peça, tanto o elenco quanto a trilha tiveram diversos ajustes, em busca da organicidade entre elenco e música.

Enfim, Setembro nos traz   questões e elementos desafiadores, tanto os planejados quanto os que não há como prever, daqueles que só se descobre no decorrer do processo. O que fica é a sensibilidade e o amor à arte de todos os profissionais envolvidos, e que os desafios de fazer teatro são constantes e cada vez maiores, principalmente pelos tempos em que vivemos.

Projeto contemplado pelo Prêmio Elisabete Anderle de Apoio a Cultura – Edição 2020, executado com recursos do Governo do Estado de Santa Catarina, por meio da Fundação Catarinense de Cultura (FCC).

Autoria:  Fabio Luiz Libardi – Ator do Grupo Teatral Reminiscências

Relato 03 – setembro de 2021

Grupo Teatral Reminiscencias
grupoteatral_reminiscencias@yahoo.com.br
Sem comentários

Postar um comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.