Reminiscências | Estreia do CRIANÇAR – Relato de Novembro
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Estreia do CRIANÇAR – Relato de Novembro

Estreia do CRIANÇAR – Relato de Novembro

Novembro foi o mês de estreia do nosso CRIANÇAR, depois de muito tempo de trabalho chegou o momento de partilhar o nosso filho com a plateia, nos dias 18 e 19 de novembro criançamos com o público de Joaçaba e Vargem e o coração transbordou amor!

 

Relato do diretor

Parto, com o coração transbordando emoções.

Já se instala em mim uma “minidepressãozinha” daquelas, típica de momentos em que fechamos um ciclo. Talvez por pensar que mês que vem não terá Joaçaba, não terá as muitas risadas, as conversas intermináveis, nem as intimidades divididas com essa gente (incluo Maylon e Costelinha), com essa casa que me abrigou. Sei que é porque já sinto falta destes seres iluminados: Ingrid, a menina-mulher que não abandona sua rede-tramas-passado, mas segue persistente e perspicaz na procura de um mundo melhor, que lança suas cores/sonhos/sementes mesmo que em terra árida, que é ciente dos percalços do caminho e guardiã do ninho da eterna luta por liberdade/equidade; Fábio, esse menino-homem sonhador, que sofre quase rindo, que agarra-se à sua arte feito tábua de salvação, que pode perder-se nos descompassos da estrada mas, que sempre acerta o passo e segue, jornada adiante, com a certeza daqueles que sabem que não sabem de tudo; e Tomaz, esse menino-homem de saias, que carrega o peso do mundo em suas costas, que traz consigo a ancestralidade mais velha que o próprio tempo e é mais novo que o amanhã, que acredita e age!

As lágrimas que pulam de meus olhos com os solavancos dessa BR esburacada comprovam o amor e a saudade que já sinto.

Concluo mais do que um projeto, concluo uma etapa fundamental em minha vida de artista-arteiro-humano que se permite ser tomado por uma imensa alegria em fazer arte, por resistir junto à minhas/meus parceiras/os de palcos ou pátios de escolas, amigues que comigo resistem e seguem plantando teatro em tempos tão hostis, de desmonte da cultura, de cruel e solapante realidade.

Resistimos e realizamos essa obra com a excelente e indispensável contribuição dos figurinos e adereços da Fê Fernanda Zamoner, do cenário do Jorge Jorge Zamoner Zamoner, das músicas da Pri e do Bruno (Cirandela Cirandela), da arte visual do meu companheiro Pedro Pedro Gottardi, das fotografias da Luana da Janela Verde Fotografia, das libras da profe Mara, da coreografia da Profe Di, da assessoria dramatúrgica do Greg Gregory Haertel, da assessoria de imprensa da Cristina, da operação de som do Pedro Peretti Pedro Peretti, da montagem de luz do Andrey, dos registros em vídeo dos Sartori (Vilmar e Vini) e da produção da Manu Emanuele Weber Mattiello… enfim, Reminiscências, família amada, a gente conseguiu reunir uma galera muito massa, mesmo!

Essa gente que citei é tremendamente competente e – quem sou eu? – eu super, super recomendo!

Sou todo gratidão.

Sou todo esperançar.

Sou, somos, todes CRIANÇAR !

Evoé!

Axé!

Voem, crianças, voem!

Relato de Pepe Sedrez (Diretor do espetáculo)

Relato 05 – novembro de 2021

Fotos de Luana Callai – Janela Verde

 

Projeto contemplado pelo Prêmio Elisabete Anderle de Apoio à Cultura – Edição 2020, executado com recursos do Governo do Estado de Santa Catarina, por meio da Fundação Catarinense de Cultura (FCC).

Grupo Teatral Reminiscencias
grupoteatral_reminiscencias@yahoo.com.br
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